LEGENDA Bora Ver: Lucy

Lucy é uma americana que vive em Taiwan e após se envolver com traficantes de drogas por acidente, é obrigada a contrabandear uma droga sintética em seu estômago. Após um espancamento de seus raptores, o pacote da droga se rompe, liberando seu conteúdo dentro da garota, que passa após isso ter a capacidade de elevar sua capacidade cerebral gradativamente até ao máximo.
Vale a pena ou a galinha inteira?

Lucy é apenas mais um filme que vem para comprovar (ou reafirmar) a capacidade da Scarlett Johansson de fazer filmes de ação.  O mais barato desse filme, é que o diretor francês Luc Besson conseguiu misturar um filme de ação seguindo os moldes das histórias em quadrinhos. 


O tipo de montagem do filme no início chega a ser um pouco confuso. Durante os primeiros minutos do longa, à medida que as cenas vão ocorrendo, do nada surgem cenas de animais que servem para metaforizar o que a protagonista está passando. Se o público não estiver prestando atenção no filme, pode ficar confuso, afinal, a cena de um rato rodeando uma ratoeira surgindo do nada na tela, no meio de uma conversa entre os atores não é muito comum. Chega a ser tão incomum, que temos a impressão de até se tratar de uma falha na edição das imagens, mas não é. O que é estranho, são esses lances do mundo animal não terem continuidade com o filme, servem apenas para ilustrar o que a protagonista está passando e ocorrem apenas no início da película.

Aliás, esses primeiros minutos do filme, são muito agonizantes, você realmente se importa com a garota americana presa pelo chefão das drogas e que não entende nada do que eles estão conversando.


Outro grande peso que surge para explicar a teoria de que o cérebro humano consegue utilizar apenas 10% de sua capacidade e o que aconteceria se essa porcentagem fosse elevada, é Morgan Freeman que interpreta um professor universitário especialista em evolução, claro que tudo não passa apenas de ficção para sustentar a história (ou não rsrs).

A trilha sonora também é bem empolgante indo desde um pop rock até música clássica, alternando entre as cenas de ação e àquelas filosóficas.

Ai tem aquele momento em que ela percebe que está com o poder e sai para se vingar dos mafiosos que sequestraram ela, espancaram ela e fizeram ela de aviãozinho. Então pensamos: agora o filme vai ficar melhor!! Calma ai, também não é para tanto...
O filme não é um filme sobre vingança e sim sobre a busca de Lucy para alcançar a capacidade total do cérebro, ou seja, os 100%. Ela então passa a acessar memórias de quando tinha 1 ano de idade, começa a ter controle das ondas magnéticas e a enxergar o fluxo de vida de todos os seres vivos.


Uma coisa que me senti incomodado e que seria o grande atrativo do filme é justamente o poder que é atribuído a ela. À medida que a porcentagem aumenta, ela simplesmente passa a desenvolver a "Força", além disso, ela passa a ser praticamente uma deusa.

No final das contas é um filme divertido? Sim, mas com um final que talvez não agrade a muitos e com uma base científica totalmente ilusória. Por fim, Scarlett Johansson não me conquistou como Lucy e ainda irei lembrar dela SEMPRE como a Viúva Negra ou como o sistema operacional Samantha (mesmo que nesse caso tenha sido somente a voz dela).



* As imagens retiradas do filme:  Lucy, são puramente com o intuito de ilustração e divulgação. Todos os direitos das mesmas são de seus criadores ^^

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