LEGENDA Bora Ver: Resurrection (2ª Temporada)


As vidas dos habitantes da pequena cidade de Arcadia, no Missouri, mudam completamente quando seus entes queridos retornam dos mortos. Henry e Lucille Langston, são idosos e pais de Jacob, um garoto que morreu há 32 anos e que é um dos primeiros a reviver. Auxiliados pelo agente Martin Bellamy, os amigos e familiares dos que retornaram, tentam desvendar os mistérios desse evento que pode dividir as opiniões da população e colocar em risco a vida e a segurança de todos.
Vale a pena ou a galinha inteira? 

Resurrection é baseada no livro The Returned do autor Jason Mott e que no Brasil, por fins de divulgação, recebeu o mesmo nome da série. A série estreou em março de 2014 e já pelo teaser já podíamos perceber a carga dramática que o trama traria, afinal, todos queríamos que entes e amigos queridos não tivessem morrido, mas o que aconteceria se depois de 10, 15, 30 anos essas pessoas batessem na nossa porta, da mesma forma que se encontravam quando morreram? Com esse plot, Resurrection se tornou uma das melhores temporadas que assisti em 2014 e conquistou isso com apenas 8 episódios. Com a política das emissoras e produtoras de cancelar o que não dá lucro, sempre ficamos receosos se nossas séries serão ou não renovadas (ai, ai, Drácula...) e então, Resurrection foi renovada e com 5 episódios a mais. E como 13 é um número de azar para muitos, para a série também foi o mesmo.


O final da primeira temporada foi totalmente excitante e deixou o público totalmente absorto para saber o que teria que esperar alguns meses para ver as consequências.  
Agora, Martin Bellamy (Omar Epps) é aconselhado, orientado e precisa prestar contas para Angela Forrester (Donna Murphy), uma representante do governo que fica responsável por manter a situação dos que retornaram sob controle. Totalmente enigmática, Angela é uma personagem forte e inescrupulosa para obter seus objetivos que muitas vezes estão em linhas opostas dos pensamentos de Martin. A trama também planta uma semente sobre o passado da moça e que pode estar ligada ou não ao seu envolvimento com os que retornaram.


Mas sem dúvida a grande contratação para a segunda temporada foi de Michelle Fairley que viverá Margaret Langston, mãe de Henry (Kurtwood Smith), que também retornou dos mortos. Se você acompanha séries, com certeza não está associando o nome a pessoa, mas tenho certeza de que conhecem ela, pois ela é nada mais, nada menos do que a matriarca dos Starks, Catelyn Stark de Game of Thrones

Margaret é uma mulher obscura, dura e controladora, que além de colocar o casamento de Henry e Lucille (Frances Fisher) à prova, também guarda segredos a respeito do mistério que envolveu Arcadia e é a detentora do conhecimento de como fazer que aqueles que retornaram sumam novamente, se tornando uma mulher perigosa, disposta a tudo para manter sua família unida (ao menos em seu conceito).
Outra pessoa que retorna é Barbara Langston (April Billingsley), esposa do xerife Fred Langston (Matt Craven) e mãe da Dra. Maggie, vivida na trama pela linda Devin Kelley. O conflito entorno dessa família será abordado, afinal, se você assistiu a primeira temporada, deve se lembrar, o que ocasionou a morte de Barbara e agora eles terão que lidar com esse fardo. Como trama secundária, temos uma espécie de doença que está afetando todos àqueles que retornaram, colocando suas vidas em xeque. Martin, auxiliado por Maggie tentarão encontrar a cura para a situação e terão uma ajuda mesmo que "por forças maiores" de Angela. 

Entre outros conflitos da história, temos Martin próximo de reencontrar sua família perdida na infância e a gravides de Rachel (Kathleen Munroe) que está próxima do fim e pode trazer graves consequências para todos os que retornaram. Mas mesmo com todos esses conflitos que enchem a série, como ela conseguiu (na minha opinião) diminuir sua qualidade? Enrolação!!!

Durante a primeira temporada, com apenas 8 episódios, a série teve que ser dinâmica para conseguir contar toda a história da temporada e mais: apresentando o enredo e os personagens em tempo hábil. Nessa segunda temporada ocorreu o contrário. Com uma história que não avançava a nenhum custo, acompanhar os 44 min. da série em alguns episódios se tornou massante. Os diálogos envolvendo Martin, que na primeira temporada eram ágeis, nessa, tinham efeito quase sonífero. 


Por fim, Resurrection não é uma série que merece ser deixada de lado (ao menos por enquanto) e depois de acompanhar a primeira temporada, parte dos mistérios começam a ser esclarecidos nessa segunda temporada.  Mesmo com um ritmo ora lento, ora normal (esse segundo ano não teve uma ação propriamente dita, acredito), a série mantém seu padrão como drama devido ao seu tema principal, que beira o  emocionante e o assustador ao mesmo tempo.



* As imagens retiradas da série Resurrection, são puramente com o intuito de ilustração e divulgação. Todos os direitos das mesmas são de seus criadores ^^


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