LEGENDA Bora Ver: Kingsman - Serviço Secreto


Kingsman é uma agência secreta de espiões e após perder um dos seus agentes em campo, precisa fazer uma seleção para encontrar um novo integrante para substituí-lo. Eggsy é o filho de um antigo membro da agência e se torna um dos candidatos para a vaga. Seu tutor é o agente Harry Hart, que tem uma dívida de honra com o pai de Eggsy. Além de ter que passar pelo duro processo de seleção, Eggsy também terá que lidar com as ambições do bilionário e gênio da computação Valentine, que planeja reduzir a população da Terra a alguns escolhidos.
Vale a pena ou a galinha inteira? 

O diretor Matthew Vaghn (Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe) retorna de forma gloriosa sua parceria com Mark Millar, agora para nos conduzir ao universo da espionagem. Mas esqueça tudo o que você já viu a respeito de espionagem, pois Kingsman foge do padrão do gênero e nos apresenta a uma nova visão de espionagem adaptada ao século XXI.


Baseada na graphic novel The Secret Service (2012) escrita por Mark Millar e Dave Gibbons, o filme é mais uma prova de que blockbusters podem sim ser tão bons quanto os filmes que fogem desse padrão.

O filme é uma homenagem e ao mesmo uma sátira muito elegante aos filmes clássicos de espionagem como James Bond, a trilogia Bourne e até mesmo a série 24 Horas. Ao longo da trama o público mais atento poderá perceber as referências explicitas ou não sobre esses filmes, o que oferece uma base bem sólida ao filme.

Outro ponto positivo para o longa é na escolha dos atores. A caracterização de todos eles é muito bem feita, totalmente estereotipada e talvez por isso, tão perfeita. Colin como agente secreto está totalmente elegante e prova que também consegue fazer um filme de ação de forma tão convincente quanto seu lorde britânico em O Discurso do Rei (2010). 


Samuel L. Jackson é outro destaque com o seu vilão que é a cópia cuspida e escarrada dos vilões megalomaníacos de James Bond de antigamente. Como todo bom vilão, lógico que ele teria uma aliada mortal e fiel e o papel ficou para Sofia Boutella, interpretando Gazelle, uma assassina que utiliza próteses de aço no lugar das pernas como arma. Taron, vivendo seu primeiro protagonista demonstra que consegue segurar a carga desse papel alternando entre o humor e a ação de forma convincente,  


Kingsman, mesmo sendo bem dinâmico e apresentar uma trama que  atrai o público em geral, é um filme violento. Mas é uma violência refinada. Por mais que pessoas sejam cortadas, quase não se consegue ver o sangue das pessoas. Talvez esse fato seja proporcionado pela movimentação das câmeras durante as lutas. E que lutas minha gente!!! De tirar o fôlego, muito bem coreografadas e com toda a dimensão que nossa mente pode alcançar quando pensamos em agentes secretos.

Uma das referências mais legais do longa se refere ao nome dos agentes da Kingsman. Todos recebem o codinome dos membros da Távola Redonda, então frequentemente eles são tratados como Galahad, Lancelot, Merlin e Arthur.

O filme é repleto de humor do início ao fim. Da língua presa do vilão Valentine e sua aversão à sangue, até as tiradas envolvendo as sátiras feitas dos filmes de espionagem clássicos, Kingsman mostra que não é um filme que se deva levar a sério e que nem por isso é um filme ruim. Pelo contrário. Outro aspecto positivo é a trilha sonora que é marcada por rock e pop que se misturam com as cenas de forma homogênea e do jeito que todo filme deveria seguir.


Kingsman não acrescenta em nada ao gênero ação, mas com relação ao gênero espionagem é muito satisfatório e cumpre com o seu dever: brincar com os clichês. 


 * As imagens retiradas do filme:  Kingsman: The Secret Service são puramente com o intuito de ilustração e divulgação. Todos os direitos das mesmas são de seus criadores ^^


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